As doenças neuromusculares são patologias que afetam a unidade motora. As doenças do neurônio motor, neuronopatias, comprometem o corpo celular do neurônio motor periférico. Neuropatias são doenças que lesam o axônio ou a mielina das fibras nervosas periféricas, sensitivas ou motoras. As síndromes miastênicas são enfermidades da junção mioneural, que podem comprometer tanto a membrana pré-sináptica como a membrana pós-sináptica. As doenças primárias dos músculos são as miopatias. Canalopatias são doenças que comprometem os canais iônicos das fibras fibras musculares. As próximas aulas terão como assunto as doenças neuromusculares.
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quarta-feira, 4 de junho de 2008
segunda-feira, 2 de junho de 2008
As radiculopatias
O tratamento de pacientes com dor cervical ou lombar freqüentemente exije a assistência de um fisioterapeuta. É importante um conhecimento detalhado das patologias da coluna vertebral devido à sua freqüência, estima-se que mais de 80% dos adultos terão dor radicular algum dia em suas vidas. Com o diagnóstico definido: lesão das raízes espinhais e em quê nível? Compressão da medula espinhal? Comprometimento de nervos periféricos? O fisioterapeuta deve estabelecer o seu plano de tratamento.
terça-feira, 20 de maio de 2008
Doenças Cérebro-Vasculares
As doenças cérebro-vasculares se revestem de importância para todos os profissionais que lidam com pacientes neurológicos devido à sua freqüência. Há um axioma que diz: "aprende-se neurologia AVC após AVC".
As Epilepsias
Pacientes que frequentam clínicas de reabilitação têm alta prevalência de epilepsias, motivo que torna necessário que o fisioterapeuta saiba como lidar com pacientes que sofrem de crises epilépticas.
Dor
Dor é o sintoma que mais freqüentemente leva às pessoas a procurar os serviços de saúde. Cada profissional que lida com pacientes deve ter conhecimento sobre como diagnosticar e lidar essa condição.
Função Sensitiva
O exame da função sensitiva é parte essencial do exame neurológico. Muitas vezes, não é possível obter informações do paciente. Por exemplo: crianças pequenas, pacientes em coma, ou sem condições cognitivas suficientes para estabelecer contato. A avaliação sensitiva é uma das partes mais díficeis do exame de pacientes neurológicos.
sexta-feira, 18 de abril de 2008
Aula 9. Função cerebelar
O cerebelo é parte do sistema motor extra-piramidal. Tem amplas conexões com o córtex cerebral motor, medula espinhal e núcleos vestibulares. Ele atua na coordenação do movimento, comparando o ato motor que está sendo executado com o ato motor que foi planejado.
Aula 8. Toxina botulínica em neurologia
Em 1981, o oftalmologista americano Alan Scott introduziu o uso terapêutico da toxina botulínica. Desde então, houve um rápido aumento nas indicações clínicas e, em neurologia, modificou para melhor a qualidade de vida de pacientes com doenças que afetam o tônus muscular ou que se expressam por transtornos dos movimentos, como as distonias, por exemplo.
domingo, 6 de abril de 2008
Sistema Motor Extrapiramidal
O termo "sistema motor extrapiramidal" foi inventado no começo do século XX pelo neurologista Kinnier Wilson para descrever todos os mecanismos eferentes, que não o sistema piramidal, que têm a ver com o controle motor, significando a ação de estruturas dos núcleos da base, dos núcleos talâmicos e de núcleos do tronco cerebral relacionados. O termo tem a desvantagem de ser muito geral, mas é consagrado pelo uso. Posteriormente, o conceito foi expandido para significar a ação moduladora que os sistemas estriado-negral e cerebelar têm sobre as vias motoras córtico-espinhal e córtico-tronco cerebral-espinhal. Os sinais de alteração do sistema estriado-negral são alterações qualitativas do movimento (movimentos involuntários anormais).
terça-feira, 25 de março de 2008
Função Motora e sua Patologia
O exame da função motora é uma parte essencial do exame neurológico. Inicia-se pela inspeção geral do paciente, observação do cotorno dos músculos ou de sinais sugestivos de doença paralítica específica, avaliação da marcha, do tônus muscular, dos reflexos tendionsos, do reflexo cutâneo-plantar, e da força de músculos específicos. Os dados da história clínica vão direcionar a avaliação funcional do sistema motor em cada paciente.
terça-feira, 11 de março de 2008
Aula 5. Exame da face
Examinar a face de um paciente com presumível doença neurológica é uma parte indispensável da avaliação. Enquanto o examinador conversa com o paciente deve observar possíveis assimetrias e movimentos involuntários anormais da face. Avaliar se o piscamento é assimétrico, infreqüente, excessivo. Nós normalmente piscamos oito vezes por minuto. Deve-se prestar atenção na pronúncia das palavras, porque transtornos motores por paralisia de pares cranianos, nas síndromes piramidal, extra-piramidal e cerebelar, podem levar a dificuldade na articulação da fala.
terça-feira, 4 de março de 2008
Aula 4: Exame dos Olhos
O exame dos nervos cranianos em clínica neurológica é imprescíndivel todas as vezes em que se presume que o paciente tenha uma doença encefálica. Deve-se determinar se o paciente tem alguma anormalidade, qual o tipo, qual a extensão e associações. No exame das estruturas da face, que são inervadas pelos nervos cranianos, as alterações podem ser observadas nos tecidos anexos ou, sendo de origem neurológica, nos nervos periféricos, nos núcleos que lhes dão origem - lesão intranuclear - nas vias que conectam os núcleos dos nervos cranianos ao córtex cerebral - lesão supranuclear - ou devido a doenças que afetam o sistema nervoso ou o sistema muscular mais amplamente. Miastenia gravis ou esclerose múltipla são exemplos dessa última condição.
Anormalidades dos nervos cranianos quando presentes ajudam a localizar lesões no sistema nervoso central.
Teremos duas aulas sobre o exame dos nervos cranianos. Na primeira, discutiremos o exame dos olhos. Na segunda, o exame da face e nervos cranianos baixos.
Anormalidades dos nervos cranianos quando presentes ajudam a localizar lesões no sistema nervoso central.
Teremos duas aulas sobre o exame dos nervos cranianos. Na primeira, discutiremos o exame dos olhos. Na segunda, o exame da face e nervos cranianos baixos.
domingo, 2 de março de 2008
Aula 3. Transtornos da marcha e da postura
Cada paciente neurológico deve ter a sua marcha e postura examinadas. Idealmente, o exame da marcha deve ser realizado observando o paciente andando espontâneamente, sem se pedir que ele, ou ela, ande para ser examinado (a). Várias doenças neurológicas têm características exclusivas no andar: pode-se fazer o diagnóstico de miopatias, neuropatias, hemiplegia, doenças do sistema extra-piramidal e doenças do cerebelo. Por esse motivo, o exame neurológico é considerado incompleto se não se observar a marcha do paciente.
sexta-feira, 29 de fevereiro de 2008
Aula 2. O exame do estado mental.
Todo profissional que lida com pacientes neurológicos deve ser capaz de realizar o exame do estado mental. Um "método quantitativo" de avaliação do estado mental é o mini exame do estado mental (Folstein et al., 1977) que consiste na realização de 30 perguntas, que presumivelmente avaliam a orientação temporo-espacial, memória, atenção cálculo e linguagem. A cada resposta correta soma-se um ponto. O somatório dos pontos determina se o desempenho foi normal, de acordo com a idade e grau de escolaridade do paciente. Embora o MEEM tenha vieses, é um excelente instrumento para triagem e segmento de pacientes com trantornos cognitivos. Por exemplo, pessoas com muita escolaridade (em anos) pode fazer pontuações altas, mesmo tendo demência, e pacientes com baixa escolaridade podem ter um fraco desempenho mesmo não estando doentes.
terça-feira, 26 de fevereiro de 2008
Aula 1. O método clínico em neurologia
Nesta aula se discute o método que mais freqüentemente se utiliza para abordagem dos pacientes com problemas neurológicos. Denomina-se "método clínico". Consiste em fazer a história clínica e realizar o exame neurológico. A partir das informações obtidas elabora-se o diagnóstico anatômico, definindo-se qual o provável local da lesão; o diagnóstico sindrômico, reunindo-se sinais e sintomas em síndromes reconhecidas, e o diagnóstico etiológico, tentando estabelecer a possível causa da doença atual. Elabora-se então um prognóstico e planeja-se a terapêutica.
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