Jovany Medeiros

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sexta-feira, 16 de setembro de 2011

Abelardo e Heloísa

Abelardo era o professor de Heloísa quando eles se apaixonaram. Hoje, isso seria visto como um abuso de poder pelos politicamente corretos. Os parentes de Heloísa acharam que a relação era econômica e moralmente insustentável. Mas não havia argumentos para dissuadir Heloísa. Abelardo, um homem brilhante, era invencível na argumentação. Em desespero, os parentes de Heloída, exercendo um tipo de crítica radical, castraram Abelardo. Depois disso, Heloísa condenou-se à reclusão de um mosteiro. Abelardo resignou-se à vida eclesiástica e à filosofia. Mais tarde, eles se reencontraram. Um reencontro cálido, platônico, civilizado. Não falaram nada, além de cumprimentos formais. Cada um continuou a viver a sua vida. Ela freira, ele  padre. Que mais poderiam fazer?

Adão e Eva

Adão e Eva. O casamento deles foi arranjado. Nessa época, não existia a psicanálise, nem os modernos métodos educacionais das escolas católicas e islâmicas. Por isso, os filhos de Adão e Eva tiveram grandes problemas. O primogênito, Caim, era truculento e não muito brilhante. O caçula, chamado Abel, ambicioso e sem escrúpulos, comprou por uma ninharia o direito a ser o primogênito. Percebendo a tolice que fez, Caim propôs desfazer o negócio, mas Abel não quis nem ouvir falar nisso. Como todos sabem, Caim matou Abel.
O primeiro assassinato. A reação dos pais, até onde se sabe, pelo único registro que restou, foi de indiferença.